Qual é a “Letra que Mata”?

Texto: Sergio de Souza
A parte b do versículo 6 de 2 Coríntios 3, abaixo, foi (e ainda é) usada como argumento de que os cristãos não deveriam estudar muito, “pois a letra mata”. Atualmente, é mais usada para induzir pessoas a acreditarem que  “revelamentos” e “visões”, caso haja controvérsia, têm mais valor do que o que está escrito na Bíblia. O texto “no reino do espírito” acompanhado de alguma invenção contrária à Bíblia ou que a distorce, tem valido mais do que uma boa interpretação do que realmente foi escrito.
É um exemplo de como a “teologia” de um só versículo (neste caso, de meio versículo) pode criar interpretações totalmente diferentes daquela produzida por uma boa interpretação que, dentre outros fatores, leva em conta o contexto.

Paulo escreve sobre a Carta de Cristo, “não escrita em tinta, mas pelo Espírito de Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nossos corações”.
O que foi escrito em tábuas de pedra? A Lei. E por que a letra mata? Não quer dizer que a obediência à Lei era um mal, mas ela, por si mesma, sem a fé no Messias que viria, nada podia fazer. Fiar-se na Lei não produzia vida.
“O qual nos habilitou para sermos ministros de uma Nova Aliança, não de letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica”.
Nova Aliança, a velha já não é mais, sem a Lei (libertos da Lei, a letra que mata), mas vivificados (e conduzidos) pelo Espírito, porque é Ele quem “convence do pecado, da justiça e do juízo”, não a Lei.
Portanto, amados irmãos, aprendamos a analisar os resultados das teologias produzidas para justificar aquilo que falsos mestres querem nos ensinar, para seu próprio benefício.
Nada de “texto, fora do contexto, para gerar pretexto” e lembrando que “só a Bíblia explica a Bíblia”.
2 Coríntios 3:3-6
3 estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações.
4 E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus;
5 não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus,
6 o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.

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