Os Limites da Igreja

Extraído: Bíblia de Estudo da Reforma.
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Quando arquitetos desenham plantas de projetos, eles precisam esboçar os limites da estrutura que irão construir. De forma semelhante, quando o apóstolo Paulo escreve Romanos, ele ensina que os cristãos devem “acolher uns aos outros, como também Cristo nos acolheu, para a glória de Deus ” (Romanos 15:7).
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Mais adiante, ele acrescenta: “Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles” (Romanos 16:17). Dessa forma, ele esboça os limites das congregações.
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Paulo não vislumbra uma congregação com convicções tão frouxas a ponto de não ter uma estrutura. Nem podia ele imaginar uma igreja tão rígida que não tivesse portas ou janelas através das quais pudesse acolher outros. Ao definir os limites do amor e da proteção, Paulo fornece uma descrição realista de uma congregação. Paulo adverte contra os falsos mestres porque esses “enganam o coração dos incautos” (Romanos 16:18).
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“… porque esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos.” – Romanos 16:18
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Ele reconhece que alguns membros da congregação, cuja fé ainda não está devidamente enraizada, podem ser vítimas deles. Os cristãos devem cuidar uns dos outros e exortar-se mutuamente contra a falsidade. Quando entendemos a admoestação de Paulo dessa forma, vemos que Romanos 16:17 expressa amor, e não um espírito de discórdia.
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Paulo também encoraja a unidade entre os cristãos de Roma por causa da maneira como o próprio Deus os trata. Ele escreve: “Acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu” (Romanos 15:7). Considere como Cristo acolheu você. Não foi ele quem chamou você a arrepender-se? Não foi ele quem o lavou no batismo? Verdade seja dita: Cristo não acolheu você do jeito que você é. Ele pagou o preço mais caro de todos para acolher você, sacrificando sua vida por você na cruz.
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Cristo acolheu você por meio de angustiantes traição, julgamento e morte. Ele não o acolheu  quando você era livre, mas o fez justamente para libertá-lo dos seus pecados! Quando Paulo escreve: “acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu”, é isso que ele tinha em vista. Os cristãos acolhem uns aos outros por meio do amor precioso e perdoador de Cristo.
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Observe especialmente que, logo após Romanos 15:7 e, novamente após 16:17, Paulo escreve sobre servir. No centro da preocupação de Paulo sobre a “estrutura da igreja” está aquilo que propriamente serve ao povo de Deus e ao avanço do reino de Deus. Assim como os arquitetos precisam considerar como irá funcionar aquilo que construirão, Paulo se preocupa em como a Igreja funciona quando pessoas pecam e necessitam de arrependimento.
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Nada deve atrapalhar essa função ou serviço principal da Igreja: proclamar a Palavra de Deus que chama as pessoas ao arrependimento e ao perdão por meio de Cristo.

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